VIDA SOBREHUMANA No. 15


VIDA DIÁRIA SEM ELA!


Por Ernest O'Neill

Todos nós já experimentamos um poder de vida que nos surpreende pela sua força ou consequência desconhecida. Não existe um de nós que não tenha se maravilhado pela energia física que surgiu dentro de nós em momentos de extrema exaustão ou crise traumática. Todos nós somos capazes de relembrar certos momentos em que alcançamos coisas que jamais pensamos que poderíamos alcançar. Apesar de alguns desses momentos poderem ser explicados pela soma de todos os nossos recursos físicos, como no final de uma maratona ou em um momento de extremo perigo, existem vezes em que sentimos um poder de vida que parece vir de algum lugar além. Este tipo de vida “sobrehumana” tem se expressado em nosso planeta por certos indivíduos através da história de maneira mais contínua do que alguns de nós jamais experimentou, mas sem dúvida o exemplo mais notável foi a vida vivida no primeiro século de nossa era pelo homem conhecido como Jesus de Nazaré.

O fenômeno sobrehumano

Ele não só expressou poderes que fizeram corpos mortos reviverem e membros atrofiados voltarem ao normal, mas também a habilidade de manipular e alterar a forma da matéria, de forma que pedras se tornaram pão e águas revoltas se tornaram calmas. A plena manifestação disso é a razão pela qual dividimos nossa história em a.C e d.C – que é a Sua própria morte e destruição da morte três dias depois. Ele então explicou à seus seguidores que esta vida sobrehumana foi o plano original do Criador do mundo para todos nós. Seguidores como Paulo de Tarso detalharam esta explicação de forma que muitos de nós tem se dado conta que a vida na Terra, em comparação com esta vida sobrehumana, é uma mera segunda-opção. Nós simplesmente não fomos feitos para viver apenas com os poderes físicos, mentais e emocionais dos quais dependemos para nossa existência.

A fonte de vida sobrehumana

Ao invés disso, nós fomos criados para reconhecer nosso Criador e tratá-Lo como nosso Pai. Ele sabe porque nos fez e porque nos colocou na cidade específica onde nascemos. Ele planejou que deveríamos tratá-Lo como real e como resultado ele se manifestaria através de nós com poderes que eram maiores do que aquelas capacidades mentais e emocionais. Na verdade, essas capacidades não tem poder de criar nada – elas apenas manipulam e brincam com coisas e pessoas e circunstâncias, mas elas não possuem poder pra criar. Esta vida sobrenatural é a verdadeira essência de Deus e de Sua vida não-criada. Não é observável ou mensurável através dos sentidos, mas através da história tem sido a causa de todos os tipos de inexplicáveis vitórias militares e conquistas pessoais que maravilharam a humanidade. Esta vida sobrenatural parece surgir de nossas capacidades físicas e mentais e estendê-las. Mas alguma vezes ela parece trabalhar absolutamente longe delas e traz resultados que não tem nenhum relacionamento com elas. Jesus explicou que esta vida sobrehumana era o presente de Seu Pai para todos nós se acreditássemos nele.

Não acredito nela!

Nós, é claro, desde o princípio do mundo rejeitamos essa idéia. Nós gostávamos do que podíamos ver – e podíamos ver uma Terra com comida e água e animais maravilhosos, cenários magníficos e outros seres humanos atraentes; então resolvemos que iríamos usar aquilo que podíamos ver e sentir. Isto é o que está descrito nos primeiros capítulos do Gênesis, no Antigo Testamento. Lá, é apresentada uma escolha entre duas árvores – a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Nós preferimos nos basear em nosso próprio conhecimento do bem e do mal, pelos precedentes dos nossos antecessores, ao invés de ter uma dependência interna em um Deus invisível; então começamos a desenvolver o mundo por experimentação e pelo velho sistema de tentativa e erro. Conforme sabemos agora, tantos erros acontecem com a camada de ozônio, vírus estranhos, ganância econômica e desequilíbrio, que agora temos um mundo fora de controle. Longe de “subjugá-lo” ou “preenchê-lo”, nós seres humanos estamos tentando descobrir como evitar explodí-lo conosco junto.

Alienação de nossas raízes

Mas o pior resultado de nossa rejeição dessa vida sobrehumana vem da ausência de um relacionamento que é essencial à nossa sanidade. Muitos de nós sabem que deve haver alguém em algum lugar segurando a Terra. Nós sabemos muito bem que as estações, planetas e moléculas de DNA não acontecem por acaso. Nós sabemos que existe alguém lá fora. Nós sabemos também que esse alguém deve saber que estamos aqui e Ele deve ter uma razão para nos colocar na Terra. Esta é a única coisa que faz algum sentido ! Quando nos esquivamos desse assunto ou fingimos que essa pessoa não está lá, nós ficamos pendurados no ar – literalmente e metaforicamente. E nós sabemos disso. Nós sentimos a insegurança de girar pelo espaço em uma esfera giratória. Nós sentimos a insignificância de sermos um em quatro bilhões que pensam que são mais especiais que os outros quatro bilhões. Mas acima de tudo, nós sentimos a frustração e falta de sentido de sermos jogado à existência por setenta anos e então cessar de existir para sempre. Tudo isso carece de sentido ou relevância.

As consequências diárias da escassez de vida sobrehumana

Frente à frente com esse aparente fiasco, nós tentamos suprir as necessidades criadas pela nossa escassez de vida sobrehumana. Talvez a mais óbvia delas seja a segurança. Nós não apenas temos a necessidade cósmica de algum tipo de segurança de que não iremos cair da Terra (especialmente se vivermos na Austrália), mas também sabemos desde o jardim de infância que “ninguém vai cuidar de você se você não cuidar de si mesmo”. Então nós desenvolvemos uma preocupação muito forte sobre a nossa própria sobrevivência. Isto forma o motivo básico do nosso plano educacional – ter uma boa escola para ter um bom emprego para poder comprar roupas, uma casa confortável e comer boa comida. Nossa idéia é sempre suprir essas necessidades básicas e então seguir adiante com coisas mais importantes. Mas a maioria de nós não consegue fazer isso ! A maioria – mesmo entre os mais espertos e sofisticados – falham em ter muito mais do que o BMW mais novo ou o último modelo de micro-ondas. De fato, nós não apenas passamos a maior parte da nossa vida tentando continuar vivos, como geralmente nos perdemos neste processo.

Vamos falar, no próximo artigo, sobre algumas das maneiras pelas quais esta escassez de vida sobrehumana tem roubado nossa própria identidade.

Leia Vida Sobrehumana No. 16 (Inglês)
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