VIDA SOBREHUMANA No. 13


A SEGUNDA MELHOR OPÇÃO – VIDA HUMANA!


Por Ernest O'Neill

Um dos fatos mais confiáveis da nossa história é o de que um certo homem apareceu cerca de treze vezes, por um período de um mês, com feridas abertas das quais Ele tinha morrido. Ele comeu peixe e permitiu que dedos fossem enfiados nos buracos que os pregos tinham feito em Suas mãos durante a crucificação. Ele possuía substância material mas era capaz de passar através de paredes sólidas. Durante Seus anos de vida física na Terra, antes de Sua execução, Ele demonstrou o mesmo poder de destruir a morte em pessoas, erguendo-as das sepulturas e removendo suas doenças orgânicas. Ele explicou que as muitas outras instâncias de vida sobrenatural na história, capazes de afetar nossa vida material na Terra, foram na verdade feitas por Ele, mesmo tendo pessoas como Moisés e Sansão aparentemente sido os reais executores.

Liberdade para escolher

Este homem chamado Jesus explicou a disponibilidade dessa vida sobrenatural da mesma maneira que pessoas como Moisés explicaram, por volta de 1500 a.C. Ele disse que o nosso Criador nos garantiu que mesmo sendo invisível, ela trabalharia por nós se acreditássemos nEle e seguíssemos sua orientação. Na parte inicial do Gênesis, ela é chamada de “árvore da vida” (Gênesis 2:9), mas no mesmo versículo é mencionada uma “árvore do bem e do mal”. Nós fomos livres para escolher entre desenvolver os recursos do mundo pelo nosso próprio método de tentativa e erro, ou pelo uso intuitivo dessa vida sobrenatural invisível que estava disponível.

A queda

A “queda” da humanidade, a partir da normalidade da vida sobrenatural, quebrou a ligação sobrenatural entre o nosso Criador, nós e o mundo, e nos deixou com nossos próprios recursos – nosso conhecimento do bem e do mal. Isto resultou em toda a complexa série de limitações que temos que aceitar como vida humana normal. Na verdade, é sub-humana e um declínio a partir da vida originalmente criada para nós pelo Criador do mundo. Primeiro, ela afetou as capacidades que nos foram dadas; segundo, ela afetou a maneira de usarmos essas capacidades em nossa vida diária.

Efeito em nossas mentes

Você pensa melhor quando está cheio de ansiedade ou quando está livre de preocupações ? Você pode responder diferente de mim, mas ambos poderíamos dizer que nossa capacidade de raciocinar claramente pode ser afetada por certas circunstâncias. Nossas mentes foram criadas para pensar e raciocinar em uma atmosfera de paz e confiança de que o Criador que controlava todas as coisas era um Pai à quem respeitávamos e confiávamos. Naquele relacionamento, o Seu Espírito e vida espiritual afetaram o próprio córtex dos nossos cérebros. Uma catástrofe aconteceu quando nós nos cortamos dessa vida sobrenatural (Gênesis 3:6). Não somente perdemos nossa capacidade de estarmos livres da morte (Gênesis 3:23), como também nossas mentes foram prejudicadas pela falta desta vida sobrehumana.

Sem a suprema estabilidade intelectual de um sólido relacionamento com a realidade central, nossas mentes tornaram-se prejudicadas. Estudos antropológicos de civilizações antigas como os Incas e Egípcios, mostraram que essa deterioração ocorreu gradualmente através dos séculos, da mesma forma que a expectativa de vida tornou-se gradualmente menor. Mas o resultado, atualmente, é que temos mentes prejudicadas em suas operações de forma que cometemos erros de julgamento e de cálculo, e sofremos lapsos de memórias. Frequentemente, estas degradações são a causa de muitos dos desastres econômicos e nucleares que prejudicam o nosso mundo atual.

Efeitos em nossas emoções

Da mesma forma que nossas mentes foram afetadas organicamente pela ausência do pensamento e do Espírito do nosso Criador, as nossas emoções – que proporcionam uma ligação muito próxima entre o nosso pensamento e o nosso corpo físico – também começaram a perder seu equilíbrio. Ao invés de fornecer sentimentos de paz e deleito ao corpo, de uma mente que estava tranquila e em paz com a verdade, nossas emoções receberam a insegurança que nossos corpos sentiram quando rejeitamos a proteção do Criador.

As emoções estavam sem os sentimentos da vida espiritual que formou a essência da existência sobrenatural do próprio Deus, e então perderam sua inerente coesão e estabilidade. Ao invés de tender à integração e totalidade, nossas emoções desenvolveram uma tendência à dissolução e dissipação que foi aumentada e intensificada conforme os séculos tem passado.

Vamos analisar, no próximo artigo, os efeitos em nossa vontade e em nossos corpos que essa queda da vida sobrehumana teve em nossas personalidades.

Leia Vida Sobrehumana No. 14
Retornar ao documento anterior
Retornar para o Índice
Retornar para a página principal