VIDA SOBREHUMANA No. 12


PORQUE NÓS NÃO NASCEMOS COM ELA?


Por Ernest O'Neill

Nós temos visto momentos na história da humanidade em que um tipo de vida sobrenatural tem se mostrado. Todos nós lemos histórias fantásticas de seres sobrenaturais e encantos mágicos, mas estes tipos são diferentes daqueles. Por um lado, eles estão documentados em registros históricos que estão além de discussões e estão entre os mais confiáveis que possuímos; por outro lado, eles tem sido manuseados por pessoas que tem estado entre as mais respeitadas e testadas da sociedade. Além disso, muitos destes eventos trouxeram morte e perseguição às pessoas que falaram sobre eles.

Esta vida sobrenatural transformou doenças físicas em saúde, e possibilitou à milhares de pessoas atravessarem desertos secos, devido à água que jorrava de rochas quando golpeadas por homens que tiveram fé no Criador do mundo. Ela mudou os homens mais cruéis e selvagens em pessoas doces e gentis. Ela proporcionou à outros pular da depressão e ansiedade para a alegria. Ela até mesmo destruiu a morte e o poder dela de acabar com a vida. Ela pareceu atingir o zênite no primeiro século de nossa era, quando um homem chamado Jesus curou leprosos, paralíticos e trouxe pessoas de volta à vida apenas tocando-as e tendo fé no Criador à quem Ele chamou de Seu Pai. Mesmo hoje, pessoas experimentam o poder desta vida em suas próprias vidas pessoais diariamente: elas sabem que ela é capaz de transcender as limitações que todos nós frequentemente experimentamos em nossas vidas naturais.

Porque então nós não nascemos com essa vida sobrenatural ? A resposta é “nós nascemos !”. Mas nós a recusamos ? Como poderíamos ? Afinal de contas, nos foi dada a respiração e a circulação sanguínea sem nenhuma condição ou opção a recusar. Porque essa vida sobrenatural não foi dada da mesma maneira incondicional ?

Porque o Criador do mundo queria amigos que iriam amá-Lo porque eles queriam – isso é o que é amor. É voluntariamente doar-se à outra pessoa para o que ela quiser, seja lá o que custar à você. Isso é o que Ele fez quando nos criou – e foi por isso que Ele nos fez – para que pudéssemos fazer o mesmo por Ele. Isso quer dizer que Ele teve que nos fazer como Ele próprio em todos os aspectos – especialmente na questão de livre arbítrio. Ele é um Ser auto-determinante: Ele teve que nos fazer da mesma forma ! Como Ele fez isso ? Afinal de contas, é absolutamente a coisa mais difícil de se fazer no universo – fazer um ser que pode ser absolutamente livre de você – livre para se opor à você, se ele quiser. Nós humanos simplesmente não faríamos isso – é muito perigoso!

Mas isso foi o que o nosso Criador fez. Ele fez nossos corpos da terra do chão, assoprou Seu próprio Espírito de vida e nós desenvolvemos almas viventes ou capacidades psicológicas (Gênesis 2:7). Então, Ele nos fez como Ele próprio – à Sua própria imagem e com as mesmas capacidades físicas, intelectuais, emocionais e espirituais que Ele tem. Somente se fossemos capazes das mesmas atitudes e sentimentos que Ele tem, é que seríamos capazes de amá-Lo. Entretanto, a essência de Sua natureza não são estas capacidades, mas Seu próprio espírito e atitude intrínseca de amor perfeito e pureza. Estas, Ele escolheu de Sua própria vontade. Elas existem somente em Seu Espírito de vida. Ele não poderia dar esta natureza voluntariamente escolhida para nós, já que tinha nos dado a capacidade física, mental e espiritual: tal ato seria uma contradição – uma impossibilidade. A única coisa que Ele poderia fazer, era torná-la disponível para nós – de forma que pudéssemos escolhê-la se quiséssemos!

Isso foi o que Ele fez. Em Gênesis 2:9 “E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.”. No versículo 16, a escolha é claramente apresentada – “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

Em outras palavras, desde o início da existência do homem na Terra, a árvore da vida – a vida sobrenatural do próprio espírito de Deus – estava disponível para permitir que ele desenvolvesse o mundo através da intuição e de poderes sobrehumanos. Então, ele teria sido capaz de achar petróleo e minerais através do aconselhamento do próprio Deus, nos lugares onde Ele enterrou-os. Nossas mentes seriam absolutamente inigualáveis, nossas emoções seriam equilibradas e nossa vontade seria forte. O mundo teria sido preenchido com a vida de harmonia do próprio Deus, e a ordem que Deus colocou no Éden teria se espalhado pelo universo, se tivéssemos escolhido confiar em Sua decisão de colocar Seu Espírito em nós pela fé. Mas nós pensamos que podíamos ser como Ele, e ser independente dEle. Nós pensamos que poderíamos desenvolver o mundo através de tentativa e erro, pelo nosso próprio conhecimento do bem e do mal. Nós pensamos que imitar Ele era o bastante, e rejeitamos o relacionamento mais íntimo de confiar nEle não apenas para o que conseguíamos ver, mas também para o que não conseguíamos ver.

Imediatamente isso aconteceu: nós quebramos a ligação sobrenatural entre Ele e nós, e afundamos em uma existência grosseira que perdeu a sensibilidade ao mundo. Ao invés de controlá-lo e desenvolvê-lo através de Seu espírito, nós afundamos sob a dominação do mundo. Carecendo de Sua intervenção através de agentes com livre arbítrio, a própria Terra se desviou de Sua vontade e caiu sob o poder dos espíritos que Ele permitiu que testassem o nosso livre arbítrio. A única coisa que o nosso Criador podia fazer era retirar do nosso alcance a vida sobrehumana de Seu Espírito, para evitar que fizéssemos mau uso dela, espalhando nosso caos pelo universo (Gênesis 3:22-24). A partir daquele momento, nós – seres humanos – temos nascido apenas com a vida natural e criada, da imagem destrutível de Deus, enquanto a vida não-criada e sobrenatural de Sua imagem indestrutível foi retirada do nosso alcance. Vamos analisar, no próximo artigo, os efeitos dessa privação na maneira em que você e eu vivemos nossas vidas atualmente.

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