VIDA SOBREHUMANA No. 9


PODEMOS NÓS EXPERIMENTÁ-LA?


Por Ernest O'Neill

Muitos de nós, seres humanos, tem tentado voar. Isto é verdade não somente para os primórdios da aviação, onde homens se enfiavam dentro de todos os tipos de engenhocas com asas e saltavam de penhascos. É verdade para pessoas como você e eu, que sentem as frustrações de nossa existência terrestre e desejam ser capazes de voar além das limitações de nossas vidas físicas e mentais. Então, estamos sempre interessados em artigos de revistas que falam sobre a possibilidade de poderes mentais maiores ou experiências emocionais que nos levem para além de nós mesmos. É um fato simples que a maioria de nós sente intuitivamente que fomos feitos para um tipo de vida que é superior à essa vida atual que possuímos. Ponce de León foi somente um entre vários exploradores que descobriram novas ilhas por causa da sua procura pelo elixir da vida, que nos libertaria das limitações desta vida temporária atual.

Este tipo de vida existe ? Nós temos discutido evidências que dizem que sim. No primeiro século de nossa era, viveu um notável indivíduo que não somente demonstrou poder sobre as forças naturais das tempestades, como também poder sobre as doenças e sobre a própria morte. De fato, algumas das histórias mais bem documentadas que existem mostram que Ele foi capaz de se manter vivo e cobrir distâncias substanciais em um curto período de tempo, mesmo tendo feridas mortais abertas, das quais todo o Seu sangue deveria ter sido derramado. Em outras palavras, Ele demonstrou uma vida sobrehumana que sustentou uma existência física completa, mesmo que os sinais vitais de circulação de sangue e respiração estivessem ausentes.

Entretanto, mais significativos que estes sinais físicos de superioridade, foram os sinais mentais e emocionais de um tipo de vida superior. Quando Seus inimigos proferiram insultos contra Ele enquanto morria, Ele expressou verbalmente um amor profundo e perdão para eles, o que indicou que estava livre do ressentimento normal que nós sentiríamos que seria justificado. Além disso, Sua própria vida de retidão inquestionável carregou consigo um perdão e uma magnanimidade que se recusaram a condenar uma mulher pega no ato do adultério. Em situações terríveis de confusão e caos, Ele exibia indiferença em relação à sua própria segurança e ao intenso ódio e perigo ao seu redor, que é absolutamente contrário ao que nós mesmos experimentamos em situações como estas.

IEsta vida sobrehumana que viveu no primeiro século se superpõe a tudo que temos aprendido a esperar de seres humanos comuns. Ela parece transcender a existência terrestre que todos nós possuímos e parece estar preenchida com uma temperança tão espaçosa quanto o céu, tão emocionante quanto a pista de esqui mais íngreme, e tão puro e estimulante como a água mais transparente na corrente da montanha mais limpa. É a vida vivida pelo homem chamado Jesus de Nazaré.

É possível para nós experimentarmos este tipo de vida transcendente ? Ele disse que é. Na verdade Ele afirmou que este foi o motivo pelo qual Ele veio à Terra em primeiro lugar – Ele usou estas palavras específicas: “para que tenham vida e a tenham em abundância”. Como isso é possível ?

Jesus repetidamente usou uma palavra especial para responder à essa pergunta. Ela aparece várias e várias vezes em Suas conversas com outras pessoas. É a palavra “fé”. É a palavra usada repetidamente por outros que expressaram parcialmente a vida sobrehumana que Ele exibiu tão completamente. Porque houveram outros seres humanos que exibiram uma vida que parece romper através das limitações físicas e mentais que todos nós conhecemos. Por exemplo, cerca de quatro mil anos atrás existiu um homem chamado Abraão, que tinha cerca de cem anos de idade. Sua esposa tinha cerca de noventa anos. Ele sentiu o Criador por trás do universo dizendo à ele que teria tantos descendentes quantos são os grãos de areia na praia, mesmo que sua esposa não tivesse dado a luz a um filho sequer. Ele acreditou na promessa do Criador e a explicação que foi dada, foi que o Criador “considerou sua fé como justa”.

Contra todas as chances – e todas as possibilidades humanas e probabilidades – a esposa deste homem, Sara, teve um filho -- e os filhos deste se tornaram muitas das mais importantes nações da Terra. “Fé”, neste caso, foi uma disposição a acreditar no que Deus disse que faria. Entretanto, muitos de nós pensam que esse tipo de fé é somente um trem de idéias na cabeça ou uma noção que nós tentamos considerar quando possível. Mas a fé deste homem foi uma “fé testada”. Em outras palavras, o Criador permitiu à ele passar por experiências de perigo por causa de sua esposa que o forçaram a acreditar na promessa de Deus completamente, mesmo quando sua própria vida estava em perigo. Então a fé que libera a vida sobrehumana em nós, seres humanos, não é somente uma crença mental de que Deus vai introduzir este tipo de vida dentro de nós. Fé é uma crença que é testada por circunstâncias que nos forçam a por nossas ações onde nossa crença está. Esta vida sobrehumana não se manifesta em um vácuo de pensamento positivo teórico. Ela ocorre somente onde a fé se expressa em ações que são apropriadas à crença.

Existem outras instâncias dessa vida sobrehumana se expressando, além desta notável – uma mulher de noventa anos tendo filhos ? Muitas. Vamos dar uma olhada em mais algumas no próximo artigo, para ver o que é necessário para nos erguermos acima das limitações da nossa existência atual.

Leia Vida Sobrehumana No. 10
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