VIDA SOBREHUMANA No. 6


EXISTE VIDA SOBREHUMANA?


Por Ernest O'Neill

Nós temos discutido nesta página as questões “do que se trata a vida ?”, “porque estamos aqui ?”, “tudo isso ajuda em que ?”. Nós temos estado particularmente interessados com a questão da existência de qualquer vida além desta que todos nós estamos experimentando aqui na Terra. Nós temos concluído que deve haver algo maior que nós e que a Terra, se quisermos explicar a existência do pensamento, de criaturas complexas como nós e de um mundo que contém tanta evidência de desígnio deliberado. Mas, se tal vida existe lá fora, além do espaço, ela alguma vez se comunicou conosco ? Nós alguma vez tivemos notícias do espaço sideral – além dos sinais que podemos pegar com nossos rádio-telescópios ?

Nós respondemos “sim”. Apareceu em nosso planeta, há cerca de 1950 anos, um notável ser humano. A evidência documental da Sua veracidade histórica excede qualquer coisa que temos tanto para os contemporâneos dEle quanto para os clássicos gregos ou romanos; então os registros que temos de Sua vida na Bíblia são fortemente corroborados por historiadores seculares como Plínio e Lívio. A questão de hoje é esta – este homem chamado Jesus de Nazaré foi diferente do resto de nós ? Foi Ele MAIS que um homem ?

Quando você olha para vida dEle conforme foi resumida em um livro como o evangelho de Marcos na Bíblia, alguns simples fatos se destacam. Ele falou como o filho de Deus ! Mesmo sendo Seu pai terrestre um simples carpinteiro, Ele disse aos Seus pais uma vez, quando tinha somente 12 anos e eles o acharam no templo: “Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai ?”. Sua mãe, é claro, sabia que seu marido não tinha negócios no templo. De uma maneira muito natural, Ele se identificou com Deus, dizendo coisas como “Se vós me conhecesseis a mim, também conheceríeis a meu Pai” e “Aquele que tem me visto, tem visto ao Pai também”. De fato, onde profetas como Maomé evitaram afirmar uma afinidade única com Deus, este homem fez disso o ponto central de seus ensinamentos. Ele perguntava aos seus seguidores “Quem os homens dizem que eu sou... quem vós dizeis que eu sou ?”

Entretanto, provavelmente todos nós podemos pensar em pessoas que fazem todo o tipo de afirmações desvairadas, contanto que se beneficiem delas; mas este homem foi simples e direto sobre isso, mesmo quando estava sob julgamento por esta mesma questão sobre Sua identidade. Ele estava sendo julgado por Sua vida e o oficial responsável perguntou à Ele: “És tu o Cristo, filho do Deus Bendito ?”. Ele respondeu “Eu sou; e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.”

Quando eu li isto como um cético, eu pensei “Isso explica tudo. Este homem foi um lunático. Os hospitais psiquiátricos estão cheios de pessoas loucas afirmando ser qualquer coisa, de Napoleão à filho de Deus. Isso é o que Ele foi – mais um demagogo louco !”


Ele foi um lunático?

Mas este homem chamado Jesus não agia como um lunático ! As pessoas insanas em hospícios não só fazem afirmações insanas sobre elas mesmas, como também AGEM insanamente – elas produzem outros sintomas de desequilíbrio mental. Mas este homem chamado Jesus não possui as anormalidades ou extremos de um louco. De fato, o oposto é verdadeiro. Quando qualquer pessoa no mundo – seja qual for a sua influência religiosa ou não-religiosa – deseja estabelecer um exemplo de personalidade perfeitamente equilibrada e íntegra, Jesus de Nazaré é o único que se apresenta como modelo a ser seguido. “Seu zelo nunca degenerou em paixão, nem Sua constância em obcessão, nem Sua benevolência em fraqueza, nem Sua ternura em sentimentalismo. Sua espiritualidade era livre de indiferença e insociabilidade ou familiaridade inapropriada; Sua auto-negação era livre da melancolia; Sua moderação era livre da austeridade. Tais são as opiniões da maioria dos experts em comportamento da nossa era. Se este homem foi um lunático, então todos nós somos completamente insanos. Como C.S. Lewis observou: “Ninguém ainda explicou como ensinamentos morais tão profundos poderiam vir da boca de um megalomaníaco !”


Ele foi um mentiroso?

Mas talvez este homem fosse simplesmente um golpista, um simples mentiroso. Talvez Ele soubesse que não era Deus mas deliberadamente enganou seus ouvintes sobre Sua identidade, de modo à impor autoridade em sua pregação. Mas Ele é universalmente tido como o professor dos mais altos ideais éticos que o mundo jamais viu; além disso, Sua vida é vista como um excelente exemplo de uma perfeita e irrepreensível expressão de seus ensinamentos. Se Ele é um mentiroso, então todo o mundo de lógica desmorona em nossas mãos, e nossa habilidade de fazer até mesmo a mais simples observação como nossos cinco sentidos se torna questionável. É um absurdo dizer que o maior professor moral e exemplo que o mundo já viu, mentiu sobre o ponto central de todo o seu ensinamento – sua própria identidade ! Se Jesus foi um mentiroso, então o mundo é “uma fábula contada por um idiota”.

Talvez Ele seja só uma lenda ! Vamos analisar esta possibilidade no próximo artigo.

Leia Vida Sobrehumana No. 7
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